quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vida é improvável em exoplanetas

Uma "super-Terra" é um planeta que tem tamanho e massa semelhantes à Terra, mas não tão grande a ponto de que sua superfície seja cercada por esferas de gás. Se o exoplaneta está na zona habitável de sua estrela e tem uma atmosfera agradável, poderia abrigar vida, mas isso não é comprovado.

Não são conhecidas "super-Terras" em nosso sistema solar. Elas estão em sistemas planetários extra-solares. Com a tecnologia dos telescópios da atualidade, a maioria dos exoplanetas foi encontrada nas proximidades de estrelas anãs vermelhas de classe M (menores que o sol) ou de classe G (semelhante ao sol). Estrelas que são maiores e brilham mais que o sol iriam simplesmente lavar as "super-Terras" para fora do sistema e tornar seu campo gravitacional muito pequeno.


Ainda não há nenhuma definição consensual sobre como pode nascer um exoplaneta, mas muitos cientistas pensam que os planetas que não são maiores do que 1,6 vezes o raio da Terra provavelmente ainda serão rochosos, segundo afirma Sara Seager, professora de ciência planetária e física do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), que estuda exoplanetas.

De acordo com ela, planetas que são muito maiores poderiam ter uma atmosfera inóspita, podendo ficar espessa e opressiva, diferente da atmosfera relativamente fina e transparente da Terra, que permite a entrada da luz solar. Mas mesmo se um planeta tem o tamanho certo, não está claro quão provável é para abrigar vida.

"Um planeta é habitável se, por definição, tem superfície de água líquida, mas não há garantia de que esses exoplanetas têm superfície de água líquida", disse Sara Seager.

A professora faz parte de um grupo de trabalho sobre a proposta Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess), que poderia ser usado para procurar "super-Terras". O projeto vai observar planetas que estão a apenas algumas centenas de anos-luz de distância, diferentemente do telescópio Kepler, da NASA, que procura planetas milhares de anos-luz da Terra.

"A esperança é que alguns desses planetas têm atmosferas que podemos estudar", falou Sara Seager. Enquanto as "super-Terras" ainda são pequenas e difíceis de analisar, ela afirma que pode ser possível aprender sobre a composição atmosférica desses planetas que estão perto de pequenas estrelas.

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