quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Por que plutão não é mais um planeta?

Plutão deixou de ser considerado um planeta desde 26 de agosto de 2006. Uma decisão da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), tomada em assembleia realizada na cidade de Praga (República Tcheca), classificou Plutão como um planeta anão. Desde então, passou a integrar o grupo de "pequenos corpos do Sistema Solar".

Objetos semelhantes a Plutão foram descobertos no início dos anos 2000 como Sedna, Éris, Quaoar, Haumea, Makemake e muitos outros. Considerados transnetunianos, esses corpos fazem parte de um grupo de planetas anões, devido ao pequeno tamanho, e suas órbitas estão além da órbit de Netuno, no Cinturão de Kuiper. 



Por causa de recentes descobertas, que contabilizam mais de 700 novos planetas fora do nosso Sistema Solar, além de mais de mil corpos transnetunianos catalogados, a IAU passou a classificar como planeta apenas o corpo que estiver em órbita em torno do sol; ter massa e gravidade suficiente para manter forma esférica e em equilíbrio hidrostático; e ser dominante em sua órbita (ter gravidade suficiente para atrair corpos menores ao longo de sua trajetória em volta do sol). Por não se enquadrar nesta última opção, Plutão deixou de ser considerado um planeta.

Características

Plutão possui cinco satélites naturais, que são Caronte, Hix, Hidra, Cérbero e Estige. Caronte, o maior deles, tem a metade do tamanho do planeta anão.

Ele está a uma distância média de 5,9 bilhões de quilômetros do sol, pelo qual leva 248 anos para dar uma volta.

Um dia em Plutão equivale a seis dias e nove horas na terra; lá, a temperatura chega aos 218 graus abaixo de zero. O diâmetro do objeto é de 2.350 quilômetros, menor que o da Lua. 



Saiba mais

Plutão foi o primeiro planeta descoberto por meio da fotografia astronômica. O astrônomo Percival Lowel, suspeitando de perturbações nas órbitas de Urano e Netuno, dedicou vários anos a calcular a órbita do objeto, deduzindo que deveria haver um outro planeta além dessas órbitas. Lowel publicou seu trabalho em 1915. Em seguida, o observatório americano que leva seu nome passou a vasculhar uma certa região do céu. 

Percival Lowel morreu em 1916. Em janeiro de 1930, 14 anos após sua morte, o jovem astrônomo Clyde Tombaugh, contratado para trabalhar no Observatório Lowel, recebeu a tarefa de fotografar o céu durante vários dias e observar se algum objeto se movimentava entre as estrelas. E foi assim que, por meio de fotografias tiradas nas noites de 23 e 29 de janeiro de 1930, Tombaugh confirmou a o movimento de Plutão. 

O Observatório Lowel recebeu centenas de sugestões de nomes para o novo planeta de várias partes do mundo. Mas o que vingou foi o sugerido por Venetia Burney, uma criança inglesa de 11 anos.


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